O espaço psicoterapêutico é um espaço único, singular, genuíno e inédito, que vai sendo construído a cada encontro, desde o seu início.
A procura por esse espaço também se dá num momento inédito e singular, uma vez que os motivos que geram a busca de auxílio profissional estão afetando o sujeito, no sentido de ferir, desestruturar e trazer mal-estar e sofrimento em todos os aspectos da sua vida. Aquilo que é intolerável pede passagem, escuta e ação.
A Psicoterapia oferece acolhimento às inquietações, às dores psíquicas e ao sofrimento, bem como, possibilita diferentes olhares sobre esse emaranhado existencial no qual o sujeito se encontra imerso,e do qual emerge como porta-voz e bode-expiatório. Além disso, ela possibilita estabelecer uma conexão com os aspectos desejantes e potências de vida, já que o que se considera como mal-estar são tentativas de promover mudanças e modos diferenciados e instituintes de entrar - para poder sair - da crise.
A Psicoterapia é processo, e como processo, é original. A apropriação desse espaço vai se dando gradativamente, segundo os ritmos próprios dos envolvidos. A confiança, a cumplicidade e a intimidade não estão dadas num “a priori”, nem estão prontas, mas produzem-se a cada momento, numa aliança terapêutica ativa, visto que o profissional é membro integrante desse encontro e tem algo a dizer... a partir da escuta ativa que caracteriza seu exercício profissional.